Escrivaninha
Escrever e sentir.
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
A brisa
sexta-feira, 10 de abril de 2026
O segundo do infinito
Um segundo qualquer, em uma certa tarde de domingo,
pode ser uma constelação inteira
As horas passam em tempo descompassado,
por vezes no vazio, poucas vezes em silêncio
As principais dúvidas de um coração errante
são aquelas encontradas nas respostas do infinito
O único desencontro neste jogo de palavras
é o tropeço do caminhar do dia
Aquele domingo, por ser só um certo domingo,
também é uma semana inteira
Às vezes apressada, por tempos descabida
Cada segundo deste domingo carrega milhares de estrelas,
centenas de dúvidas e um coração em fagulhas
Todo domingo carrega as respostas
de um certo universo, de um certo segundo.
De todo um imenso infinito.
sexta-feira, 29 de março de 2024
Vírgulas
Camadas do dia em vírgulas mal colocadas são simples espaços no tempo
Talvez atrasos desimportantes, ou acasos desencontrados
Por vezes, um tropeço no andar das horas
Dois suspiros ao meio dia em ponto
Fagulhas medidas em prosas
E se assim posso descrever:
intervalos bem colocados na vida.
segunda-feira, 20 de novembro de 2023
Conto para uma cidade de homens.
Não julguem a moça
Talvez exista pressa
Ou paz
Olhos como jabuticaba
Olhar de mar
Geni não seria
Todo mundo quer provar
Seja de paz, ou amor
Um pouco de nada não faz mal
A moça nem sabe
Já foi julgada
É um caminho, um dos
Julguem a moça
Comam a jabuticaba
Com pressa, sem paz
Enfrentem o mar
Geni é percursora
Um muito de tudo faz bem
Nem paz, nem amor
A moça já sabe
Todos os caminhos
São seu fim
sábado, 18 de setembro de 2021
Maria
Eu sou Maria, de primeiro nome. O Méle veio para simplificar o Arméle, que deveria ser secundário nessa formulação composta.
domingo, 8 de novembro de 2020
Quarentena na Aurora
Quarentena
quem esqueceu de lembrar
não viu o último dia
dos dias compridos como semanas
Quantos dias fazem uma quarentena
quantas quarentenas resumem uma vida
quantas vidas somam nossa espera
Em dias quentes
beba água gelada
abra a cerveja guardada
dance em ritmo Caetano
e esqueça essa rima Bethânia
Rocheda é a Rua da Aurora
é lembrada sem esperar
duvido até ali o tempo passar
sem nem quarentena pra lembrar
Quarentena
é só pra gente que dança Odara
ouve Gal e tem ressaca
a Aurora é só o sonho
dos dias compridos da semana
o último dia pra lembrança
Quem esqueceu de lembrar,
lembrou só da Aurora pra não chorar.
quinta-feira, 5 de novembro de 2020
Astro Feroz
Esperava apenas pelas nuvens
De certo, o sol já não contava mais com sua crença
Brilhante e forte, porém, grande astro feroz
As massas brancas lhe pareciam mais amenas
Chuva e sombra. Formas da imaginação
Não que o sol lhe fosse ruim
Só não queria as marcas do tempo
Pouco a pouco se levantou ao céu
Calculou baleias e rinocerontes
Até coelhos desenhou na umidade do vento
Mas enganou-se ao achar que estaria longe dos raios
Veio a quente brutalidade a caçar seus feitos
Rinocerontes sem chifres, baleias sem mar
Coelhos em orelhas desmanchadas
O sol é feroz, nem tenha dúvida
Temeu as luzes do tempo
Mas não havia como fugir da certeza
Ele não esperava pela grande estrela
Mas ela, meu amigo, não se esqueça
Pode até encadear a imaginação
Mas é seu brilho quem o puxa à terra
E revela que a vida é céu, mas também chão
Porque o tempo passa, seja qual for sua espera
terça-feira, 17 de setembro de 2019
Para tantos amores no Recife
“Existirmos a que será que se destina”, o vento seco na pele, o sol fazendo sombra na grama de flores amarelas, a bicicleta no ritmo candango. Quis cantar com Caê, cantar saudade. Todo dia essa terra alaranjada me conta um segredo. Brasília, tem vezes, me faz chorar o Recife.
quarta-feira, 31 de julho de 2019
Valsa da cura
que eu encontro um verso e vou
Conta-me como sentias
que eu junto as dores em flor.
quinta-feira, 13 de julho de 2017
Das Luzes
domingo, 24 de abril de 2016
Planetária
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Tempo
Tempo de passo torto.
Aguça no peito lembranças, amores.
Tempo de riso solto.
Afaga a mente, acolhe esperança.
Tempo de palavra em fogo
Queima aqui dentro, joga distante lembranças.
Chora sem temor, alarga o riso lá fora.
Tempo de tempo errado.
Vem de sonhos, vem sem demora.