Lolitta havia tempos que não se arrumava tão bem. Sempre com o melhor perfume, vestido e olhar. Sabia que horas e onde deveria estar. E ficava só a espreitar.
Benjamim nem desconfiava, passava reto, faceiro, sempre a cantarolar. E ela ardia em paixão, se segurava toda, quase sempre deixava cair o coração. Benjamim tinha pressa, a pressa dos trabalhadores.
Benjamim nem desconfiava, passava reto, faceiro, sempre a cantarolar. E ela ardia em paixão, se segurava toda, quase sempre deixava cair o coração. Benjamim tinha pressa, a pressa dos trabalhadores.
E foi assim, por um, dois, cinco anos. Lolitta sempre a espreitar. Benjamim, a passar.
Até o dia em que Benjamim resolveu se casar. Foi um rebuliço na pequena cidade de Lolitta. Reboliço maior foi o que teve em seu coração. Passou dois dias de cama. Nesse tempo, ela nem o ouviu passar. Ah Lolitta, guardou esse amor tão bem.
Benjamim se mudou com a mulher e os filhos. O amor que sentia por eles era muito para aquele lugar. Mas, da pequena cidade, levou um olhar. O da pequena moça que ficava sempre a lhe espreitar.
Até o dia em que Benjamim resolveu se casar. Foi um rebuliço na pequena cidade de Lolitta. Reboliço maior foi o que teve em seu coração. Passou dois dias de cama. Nesse tempo, ela nem o ouviu passar. Ah Lolitta, guardou esse amor tão bem.
Benjamim se mudou com a mulher e os filhos. O amor que sentia por eles era muito para aquele lugar. Mas, da pequena cidade, levou um olhar. O da pequena moça que ficava sempre a lhe espreitar.
3 comentários:
Basta-me um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve...
-mas só esse eu não farei!
cecília meireles
Escritora!
Gostei do seu texto! E do seu comentário tb, no "homem elefante"...
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